Embora cada caso clínico seja diferente, há perguntas que se repetem de mulher para mulher. Reunimos algumas dessas questões nesta página.
“Durante a relação sexual sinto muitas dores, mesmo utilizando lubrificante. Não sei mais o que fazer. Podem ajudar-me?”
A dor genital durante ou após a relação sexual, também conhecida como dispareunia, é um problema de saúde que afecta muitas mulheres. No entanto, são poucas as que procuram ajuda, talvez por desconhecerem que esta existe. O acto sexual deve ser uma fonte de prazer e bem-estar para ambos(as) os(as) parceiros(as). Não aceite a sua dor como algo inevitável, há tratamento! A fisioterapia uroginecológica pode devolver-lhe uma vida sexual sem dor.
“Estou no terceiro trimestre da gravidez e já não aguento as pernas inchadas. Ouvi dizer que a drenagem linfática ajuda, mas isso não é a mesma coisa que uma massagem?”
É muito frequente ocorrer edema (inchaço) dos membros inferiores ao longo da gravidez, provocando desconforto e cansaço à mulher grávida. A drenagem linfática manual (DLM) é o tratamento mais indicado, potenciando a acção do sistema linfático. A DLM não é o mesmo que uma massagem! Enquanto que a massagem é feita através de um toque firme e forte, na realização de DLM é essencial que o toque seja leve e muito suave, caso contrário não irá respeitar a fisiologia do sistema linfático. Por último, a realização de DLM implica o conhecimento de protocolos específicos, adaptados a cada tipo de edema.
“Sou jovem e practico desporto, nunca tive filhos ou qualquer outro problema de saúde. Porque devo preocupar-me com as perdas de urina?”
Embora as mulheres que tenham tido filhos tenham maior risco de vir a desenvolver incontinência urinária do que as mulheres nulíparas (sem filhos), as perdas de urina também ocorrem em mulheres jovens sem nenhum destes antecedentes. As desportistas de alta competição ou practicantes de modalidades de alto impacto (tais como crossfit, trampolim, ginástica acrobática, corrida, entre outras) têm um risco acrescido de vir a desenvolver este problema ainda jovens, dado o esforço constante a que os músculos do períneo estão sujeitos a cada treino. É por isso essencial que haja um acompanhamento do seu pavimento pélvico, de forma a minimizar os efeitos do desporto de alto impacto na musculatura pélvica.
“Tive o meu bebé. na maternidade disseram-me logo que nas primeiras semanas é NORMAL TER PERDAS DE URINA quando faço esforços, mas já se passaram alguns meses e ainda perco um bocadinho… ”
É frequente ocorrerem perdas de urina após o parto, nomeadamente se o parto tiver ocorrido por via vaginal, e se tiver sido utilizada ventosa ou forceps. Em muitos casos, estas perdas já estão presentes durante a gravidez e agravam após o parto. No pós-parto é muito importante uma avaliação dos músculos do períneo, não só para tratar eventuais perdas de urina mas também para a melhoria da cicatriz da episiotomia. Não espere que a incontinência urinária se resolva sozinha: procure tratamento e melhore a sua qualidade de vida.
“Não sei se o meu bebé mama o suficiente e tenho muitas dúvidas sobre a amamentação. Podem ajudar-me?”
A nossa fisioterapeuta é também conselheira em aleitamento materno, e poderá esclarecer as suas dúvidas e ajudá-la a superar eventuais dificuldades. Não espere mais: a amamentação deve ser uma experiência boa e agradável para si e para o seu bebé. Na Fisioterapia Cor de Rosa encontrará todo o apoio, atenção e carinho que você e o seu bebé necessitam.
“Estou na menopausa. Ás vezes quando me rio ou faço força Perco algumas gotas de urina, mas uso sempre penso. Porque devo preocupar-me? Não é suposto acontecer com a idade?”
Embora probabilidade de vir a desenvolver incontinência urinária aumente à medida que a mulher vai envelhecendo, não tem que se conformar com essa situação! A fisioterapia uroginecológica é considerada o tratamento de primeira linha para a incontinência urinária de esforço, podendo evitar o recurso á medicação ou até mesmo futuras cirurgias. Não deixe que uma situação incómoda diminua a sua qualidade de vida.
“Tive o meu bebé e quero voltar a sentir-me em forma. Posso voltar a fazer exercício?”
Pode, claro! No entanto, é muito importante que faça uma avaliação prévia dos músculos do pavimento pélvico, bem como da parede abdominal, para verificar o grau de diástase (afastamento dos músculos abdominais), de forma a saber que modalidades pode ou não practicar. Após a avaliação da nossa fisioterapeuta, será traçado um plano de exercícios personalizado e adaptado ás suas necessidades, que poderá practicar em segurança. O seu bebé também poderá fazer parte dos exercícios!
“O meu braço nunca mais foi o mesmo desde que fiz a mastectomia. Sinto dores e falta de força mas tenho medo de fazer exercício, porque me disseram para ter muito cuidado com este braço. Afinal o que é que posso fazer?”
Após a mastectomia é frequente ocorrer dor, alterações da sensibilidade, falta de força no braço do lado afectado, entre outros sintomas. Se sente dor e falta de força é essencial que procure tratamento de fisioterapia em oncologia, de forma a devolver a mobilidade e funcionalidade ao seu braço, e a diminuir a sua dor. Embora o exercício físico seja muito importante na recuperação do sobrevivente de cancro, este deve ser feito após ser atingido um determinado nível de funcionalidade no membro afectado.
“Faço muita força quanto tento evacuar e depois fico cheia de dores. Já tentei de tudo, entre pomadas e laxantes, mas volto sempre ao mesmo problema. Haverá solução?”
As alterações ano-rectais podem surgir por vários motivos, desde maus hábitos alimentares a disfunções do pavimento pélvico. Se faz muito esforço e/ou sente dor ao defecar (estando ou não associado a outro tipo de sintomatologia), é importante procurar ajuda. Sabia que a obstipação crónica pode levar a disfunções do pavimento pélvico, que por sua vez agravam sintomas de obstipação já existentes? Não deixe arrastar um problema que pode ter solução: contacte-nos!